RETROSPECTIVA 2018: veja 10 mulheres que se destacaram em diferentes áreas nesse ano

Texto para Revista Donna (nov/2018)

Ufa! Que ano!

Sobrevivemos! E parte dessa “sobrevivência” deve-se a mulheres pioneiras ou que protagonizaram momentos marcantes em 2018.

Reconhecer a representatividade das mulheres negras que “chegam lá” é fundamental para empoderar outras que estão a caminho, lutando para alcançar seus objetivos, apesar das dificuldades que a gente sabe que envolvem esse grupo populacional.

Abaixo, conheça uma breve história dessa poderosas:

Na internet: Nátaly Neri

Foto: Reprodução/Instagram

Nátaly é youtuber e comanda o canal Afros e afins, que tem mais de 470 mil inscritos. Também é ativista dos direitos negros e LGBTQI, além de falar sobre produtos e alimentos veganos.

Nátaly foi a representante brasileira no evento do #YoutubeBlack de 2018, realizado em Washington, nos Estados Unidos, um encontro com os maiores produtores negros da plataforma.

No empreendedorismo: Rosane Terragno

Foto: Reprodução/Instagram

Empresária do ramo da beleza há cinco anos, Rosane criou a Divas Bllack, uma linha de maquiagens com bases exclusivamente para a pele negra. Ela percebeu a necessidade da mulher negra no segmento  e está recebendo seu merecido reconhecimento por ir na “contramão” do mercado.

Na beleza: Camila Nunes

Foto: Reprodução/Instagram

Em setembro, a blogger, que acumula mais de 180 mil seguidores no Instagram, lançou o livro A beleza é para todas as cores, onde conta um pouco da sua história de influenciadora, além de dar muitas dicas de beleza e maquiagem para negras. A intenção dela é inspirar outras meninas e mulheres.

Na música: Elza Soares

Aos 88 anos, a cantora lançou o disco Deus é mulher, ganhou um musical em sua homenagem que está rodando o Brasil e acaba de ter sua biografia assinada por Zeca Camargo lançada.

Na literatura: Conceição Evaristo

Foto de @mariposa_._amarilla

Autora e ativista dos direitos negros, a escritora mineira não conseguiu uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, mas não foi por falta de apoio. Houve uma comoção pública em torno de seu nome, o que a tornou ainda mais conhecida.

Na educação: Joana Luz

Foto: Divulgação

Primeira mulher negra eleita para assumir a reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Angélica Guimarães da Luz é geóloga por formação e doutora em engenharia ambiental. Além disso, tem 12 anos de experiência em gestão na área de educação.

No esporte: Marta

Foto: Reprodução/Instagram

Marta foi eleita pela sexta vez a melhor jogadora de futebol do mundo, um fato inédito na história do esporte. Neste ano, a atleta também se tornou Embaixadora da Boa Vontade na ONU Mulheres, para apoiar o trabalho pela igualdade de gênero e empoderamento no esporte.

No jornalismo: Joyce Ribeiro

Tenho inúmeros motivos para agradecer neste momento de tantas realizações. Participar do Debate de Aparecida, nesta fase tão importante para o nosso país, é fazer parte da história. Deixo aqui o meu mais sincero agradecimento a @cnbbnacional e a @tvaparecida pelo convite e pela confiança, a @tvcultura por acreditar no meu trabalho e por ter me liberado para este grande desafio. Aproveito para agradecer aos mais de 160 profissionais envolvidos, motivados e comprometidos na missão de realizar o melhor debate para o eleitor. Destaco aqui a receptividade  tão carinhosa do querido @padreevaldo, @marilia_carvalho, @andre_costa5 e @renato_dias_olacir, que conduziram com maestria todo este projeto. Jamais esquecerei a forma como fui acolhida por vocês. Para todos que nos acompanharam no debate de ontem, esperamos ter cumprido nosso papel de proporcionar o acesso mais fácil às informações para o voto consciente. Novamente obrigada. Beijos. #debateaparecida

A jornalista da TV Cultura foi a primeira negra a comandar um debate presidencial no Brasil. E sua mediação rendeu muitos elogios. Antes disso, Joyce foi a primeira apresentadora negra em um jornal, em horário nobre.

No cinema: Camila de Moraes

Foto Caroline Bicocchi 2

A gaúcha se destacou na direção do documentário O Caso do Homem Errado, que narra os acontecimentos do assassinato de Julio Cesar, um operário negro na década de 1980, em Porto Alegre. Ela foi a segunda diretora negra a ter um filme exibido em salas comerciais no Brasil. Um feito e tanto!

Na ciência: Nadia Ayad

Resultado de imagem para nadia ayad

A engenheira de materiais acaba de vencer o Global Graphene Challenge Competition, promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo. Ela venceu com um projeto de dessalinização e filtração da água.

Mulher do ano: Marielle Franco

Lute como uma Marielle! ✊🏾- #MariellePresente #MarielleVive

Sem dúvida, 2018 foi o ano de Marielle. A vereadora, que tinha como pauta principal os direitos dos negros, das mulheres, dos LGBTs e periféricos, foi assassinada junto de seu motorista Anderson Gomes, em março, no Rio de Janeiro.

Apesar da tragédia, Marille plantou uma semente de força e luta para milhões de brasileiros com os movimentos #MariellePresente e #MarielleVive. Apesar da impunidade do crime, a data da morte, 14 de março, passou a ser o dia contra o genocídio da mulher negra, após uma lei ser sancionada no Rio de Janeiro.

Opinião: será que precisamos mesmo de um dia para Consciência Negra?

Texto para Revista Donna (2017)

Parece que a sociedade inteira percebe as condições de vida da população negra só em novembro, né? Afinal, ocorre uma “chuva” de eventos em relação a isso. Nós nos acostumamos a acompanhar uma programação especial a respeito de Consciência Negra, mas será que essas atividades estão sendo consumidas de verdade? E no resto do ano, como fica?

Esta terça-feira é 20 de novembro, data em que celebra-se o Dia da Consciência Negra no Brasil. A data foi escolhida pela morte do Zumbi dos Palmares (em 1695). É uma causa tão forte e significativa que não merecia apenas um dia no calendário para ser lembrada, mas, enfim, é o que temos.  A pergunta que fica para muitos é: será que ela é necessária? Por que não temos o dia da consciência branca?

Enquanto o salário for quase metade do homem branco mesmo com cargos iguais, enquanto um homem negro – vítima de assalto – ser espancado por acharem que o suspeito é ele, enquanto o número de jovens negros mortos for tão alto, enquanto o julgamento da cor da pele ser o mais importante, enquanto uma mãe com filhos negros sofrer diariamente, enquanto ouvirmos/lermos a expressão “racismo reverso”, enquanto não houver reconhecimento de privilégios, sim, precisaremos!

E, por favor, entenda que está longe de ser o dia do mimimi ou do vitimismo. Temos muito o que alcançar e conquistar e não entendo porque o protagonismo ainda possa incomodar tanto. Estamos sendo notados? Sim, mas pouco e queremos mais. É necessário canalizar a visibilidade para mais pessoas. Somos mais da metade da população, poxa!

O 20 de novembro é mais um dia para refletir e tentar entender a situação em que vivemos e lutar por melhorias. Em um país em que todos os âmbitos desmerece a população negra, temos muito a evoluir.

Sim, consciência negra deveria ser todos os dias, mas enquanto não temos isso…

10 Dicas para se livrar do bloqueio criativo

Olá, lindeza!

Você sofre de bloqueio criativo de vez em quando e acaba se frustrando?

Winnie The Pooh Thinking GIF

Eu sim! Dando um relato pessoal, posso dizer que acabo de sair de um período grande de bloqueio geral. Eu trabalho com criação de conteúdo, sendo assim, isso acontecer é uma péssima ideia mesmo. Às vezes é apenas um dia que simplesmente você está precisando respirar e andar na rua para buscar inspiração, ou pode ser um pouco mais complicado, e se tornar dias e dias causados por algo emocional, ou apenas pela falta de alguma outra coisa diferente na nossa vida.

Um pouco dramática que sou, eu já estava pensando em desistir de tudo e imaginando o que eu poderia fazer para ganhar dinheiro já que o ofício que eu tanto gosto estava parando de me dar prazer para me deixar bastante estressada. Mas passou.

Busquei na internet o que poderia me ajudar, contei com conselhos de amigos e corri para me reconectar com o que quero transmitir para as pessoas com meus textos, fotos, vídeos, etc. Juntei todas essas dicas e vou compartilhar com vocês.

Antes de tudo: não se desespere, respire e olhe para dentro de si mesmo! 

Nem tudo que você escrever será um sucesso, saber lidar com frustrações é uma dica pra vida!

#1 Desconecte-se

Music Video Disconnect GIF by Superchunk

Como assim?

É, às vezes o mundão da internet nos deixa sem cérebro, rs. É o meu caso. É tanta informação que não conseguimos assimilar praticamente nada, e o que poderia nos dar uma resposta nos afunda em perguntas vazias.

#2 Férias

natalie desselle reid summer GIF

A gente precisa, não tem jeito! Pode ser um feriadão prolongado ou uns bons dias, mas viajar é preciso para a cabeça oxigenar, não é mesmo?

#3 Tome café

black coffee GIF

O café é poderoso para aumentar a criatividade por conta do estímulo causado pela cafeína. Mas vá com calma, claro, pois pode desregular seu sono.

#4 Escreva muito

bella thorne writing GIF by Midnight Sun

Tudo que tiver vontade, tudo que der na telha, tenha um bloquinho de ideias no celular ou em papel mesmo.

#5 Preste atenção em seu ambiente de trabalho

computer downloading GIF by Man Repeller

Organize seu ambiente para que você não veja sempre a mesma coisa. Uma dica boa é mudar seu local e passar uns dias diferentes em uma cafeteria, um shopping com wi-fi, um local público ou qualquer local que te deixe em um novo visual.

#6 Leia bastante

black and white book GIF

A leitura (principalmente de livros) faz com que as conexões cerebrais melhorem.

#7 Ouça suas músicas favoritas

radio love GIF

Cientificamente a música tem poderes de alterar nosso humor e diminuir o estresse.

#8 Dê uma volta

pms lol GIF by U by Kotex Brand

Caminhar, além de fazer a gente ver coisas novas por aí, diminui o estresse e também melhora o humor.

#9 Altere sua rotina

time clock GIF by 20th Century Fox Home Entertainment

Se possível, ajuste seus horário para os picos de criatividade.

#10 Durma bem

tired jet lag GIF

Uma boa noite de sono muda todo nosso dia para melhor.

Enfim, não exija muito de si mesmo, às vezes, o seu corpo só está precisando de um tempo.

 

Grande beijo,

Duda Buchmann

Segundo estudo, as mulheres negras têm a menor renda entre os diplomados no país

Mulher negra recebe muito menos que homem e mulher brancos e homem negro, mesmo todos diplomados. Mais uma prova de que ser mulher negra no Brasil é bem difícil mesmo.

Imagem relacionada

Esses dados foram apresentados no estudo “O Desafio da Inclusão”, do Instituto Locomotiva, com base de dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Os resultados são que entre homens brancos acima de 25 anos, 18% têm ensino superior e renda média de R$ 6.702 e entre os negros, apenas 6% têm graduação, e a renda média é de R$ 4.810. E se tratando de distinção de gênero, entre mulheres brancas 21% tem diploma e o rendimento médio é de R$ 3.981, já entre as mulheres negras, 9% são diplomadas e possuem a menor renda média, R$ 2.918. Ou seja, de acordo com o estudo, as mulheres negras têm a menor renda entre os trabalhadores com ensino superior. A diferença salarial de um homem branco e uma mulher negra é de 43%!

Se essa imagem fosse em uma empresa qualquer, com personagens reais e com o mesmo nível de posição, você saberia dizer quem ganha mais?

Além de termos que nos superar a cada dia, não ter espaço para falhas mínimas, ainda recebemos menos. Por que a cor da pele define competência de alguém?

Tal desigualdade salarial entre brancos e negros e entre os sexos representa um prejuízo bilionário. Segundo o Locomotiva, a desigualdade salarial causa um prejuízo bilionário, já que há o desperdício de mais de 800 bilhões de reais que poderiam estar no mercado.

E aí, vamos ficar até quando definindo capacidade pela raça? Não podemos esperar chegar os 150 anos previstos para equilibrar as oportunidades de brancos e negros.
A mudança tem que ser já, agora!!!
Duda Buchmann
Texto original escrito para o ATLGirls.

Dia Nacional do Livro: dicas dos livros levados para as votações – “mais livros, menos armas”

Oi, lindezas!

O dia de ontem (28) foi histórico por N motivos, mas uma das partes lindas foi a mobilização de eleitores levando livros consigo na hora de votar, a convite do candidato Haddad e de sua fala de “MAIS LIVROS, MENOS ARMAS”.

Aproveitando o Dia Nacional do Livro no dia de hoje, 29 de outubro, juntei alguns dos livros que vi em fotos de famosos ou não para compartilhar com vocês.

Segue as fotos dessa galera linda e abaixo a listagem dos livros:

https://www.instagram.com/p/BpfccANgnCf/?taken-by=jacyjuly

https://www.instagram.com/p/BpfTg0ejxYh/?taken-by=kemiueno

https://www.instagram.com/p/BpfU66MFoWM/?taken-by=mayananeiva

https://www.instagram.com/p/Bpex8CZFJeA/?taken-by=hugomourag

https://www.instagram.com/p/BpfHQ_vnVGn/?taken-by=dayamoraesoficial

https://www.instagram.com/p/BpfL9NcFE30/?taken-by=mariagadu

https://www.instagram.com/p/BpfGb7tAKqi/?taken-by=tiamaoficial

Lista de livros:

  • Autobiografia de Malcom X
  • OBAX – André Neves
  • Para educar crianças feministas – Chimamanda Ngozi Adichie
  • Um defeito de cor – Ana Maria Conçalves
  • Quem tem medo do feminismo negro? – Djamila Ribeiro
  • Cartas da prisão de Nelson Mandela
  • Mulheres, raça e classe – Angela Davis
  • O ódio que você semeia – Angie Thomas
  • Ensaio sobre a cegueira – José Saramago
  • Fico besta quando me entendem – Hilda Hist

  • O movimento negro educador – Nilda Lino Gomes
  • Problemas de Gênero – Judith Butler
  • Viva o fim – André Carvalhal
  • Na minha pele – Lázaro Ramos
  • Mulheres – Carol Rossetti
  • Mídia e racismo: ensaios – Rosalia Diogo
  • O livro dos abraços – Eduardo Galeano
  • Dona Flor e seus dois maridos – Jorge Amado
  • O livro das semelhanças – Ana Martins Marques
  • Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa
  • Eu sou eternamente livre – Luiz Carlos Silveira Dias Junior
  • Ensaios de amor – Alain de Botton
  • Casamento Igualitário – Bruno Bimbi
  • A ditadura envergonhada – Elio Gaspari
  • Batismo de sangue – Frei Betto
  • A autobiografia de Martin Luther King
  • A vida como ela é – Nelson Rodrigues
  • Devassos no paraíso – João Silveiro Trevisan
  • Textos em ficção – Hilda Hilst
  • Insubmissas lágrimas de mulheres – Conceição Evaristo
  • Persépolis – Marjani Satrapi
  • A menina que roubava livros – Markus Kusak
  • O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado – Abdias do Nascimento
  • Brasil: uma biografia – Heloisa Maria Murgel Starling e Lilia Schwarcz
  • O mundo é bárbaro – Luis Fernando Veríssimo
  • Contos reunidos – Rubem Fonseca
  • Cartas perto do coração – Fernando Sabino e Clarice Lispector

 

Baita seleção de títulos, né?

BOA LEITURA ❤

Grande beijo,

Duda Buchmann